Who Is Allowed to Stop: mobiliário urbano e exclusão silenciosa (C1)
A street is the only room in a city that nobody has to pay to enter, which is precisely why so much effort goes into deciding who may linger in it. Benches acquire armrests at careful intervals. Ledges grow small metal studs. Music is played at frequencies that adults tolerate and teenagers do not. None of these measures announces itself as exclusion; each arrives dressed as maintenance, comfort or safety, and the vocabulary matters, because a city that admitted it was removing people would have to argue with them. Instead it redesigns the furniture and lets the argument happen silently, in the body, to whoever cannot sit down. Meanwhile we speak of streets as public space with real affection, and the affection is not false. It is simply out of date in most places, and being fond of an idea is not the same as defending it. The test of a public street is not who walks through it. It is who is allowed to stop.
Fonte: English for ALL (texto original).
A expressão "each arrives dressed as maintenance, comfort or safety" evidencia, no texto, que
- A) as autoridades municipais desconhecem os efeitos sociais de suas escolhas de mobiliário, agindo por critérios estritamente técnicos de conservação.
- B) os moradores das cidades passaram a exigir mais conforto e segurança, e o poder público apenas atende a essa demanda legítima.
- C) as intervenções excludentes se legitimam por meio de um vocabulário de aparência neutra, o que impede que sejam reconhecidas como decisões políticas passíveis de contestação.
- D) a manutenção urbana tornou-se pretexto para a redução de investimentos em espaços públicos, que se deterioram por falta de recursos.
- E) as medidas descritas seriam aceitáveis se fossem apresentadas com honestidade, uma vez que o problema apontado é de forma, e não de conteúdo.
