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Juízes leigos ao lado dos profissionais: o modelo japonês

As perguntas de 9 a 13 correspondem ao texto a seguir:

Hanging in the balance

TOKYO
For the first time since the second world war, Japan conducts jury-like trials

WHEN 72-year-old Katsuyoshi Fujii shuffled into a Tokyo court on August 3rd with a rope tied around his waist, having confessed to stabbing a neighbour, his fate was all but sealed. Crime may be exceedingly low in Japan but anyone who is prosecuted almost inevitably ends up behind bars. The conviction rate for all prosecutions is 99% and confessions—made in police custody without a lawyer present—are almost as common. But on this occasion, for the first time since 1943, citizens from outside the legal profession stood in judgment of Mr Fujii, alongside professional judges. These "lay judges" not only help determine innocence or guilt but punishment too. They can even order the death penalty, though Mr Fujii got 15 years.

This is a big change for Japan, where, according to Takashi Maruta of Kansei Gakuin University, trials have long been "ceremonial", with lots of legal jargon and little questioning by judges of police evidence. Citizen juries were suspended during the second world war because eligible jurors, men over 30, were away fighting. After a spate of executions of innocent people in the late 1980s, pressure mounted to bring civilians back into the courtroom. Some legal scholars such as Mr Maruta wanted American-style juries; what they got was a fudge in which lay judges sit alongside the professionals. The experiment will, however, be studied by other Asian countries such as South Korea and Taiwan that share aspects of Japan's system.

In a society of hierarchy and deference towards authority, laymen will rarely dare to argue with professional judges. Opinion polls suggest a large majority of Japanese people are loth even to take part in a trial.

That said, in Mr Fujii's case, the judges took the unusual step of cross-questioning the accused and the victim's son. More than 2,000 people showed up to get tickets for the trial. It may be an imperfect way to democratise the judicial process, but it looks like a step in the right direction. With Japan about to hold an election that could end 55 years of almost uninterrupted one-party rule, the ____I____ ordinary citizens can fill the power vacuum by taking part in public life, the ____II____

The Economist, de 8/8/2009.

[Descrição visual: recorte em preto e branco de página de revista, emoldurado por um retângulo, com fundo levemente acinzentado. No alto, o título em corpo grande "Hanging in the balance"; abaixo, sobre tarja cinza-clara, a linha de local "TOKYO" em versalete pequeno e o subtítulo em negrito. O texto corre em duas colunas e começa com capitular "W" de duas linhas. No fim da coluna da direita, duas tarjas cinza retangulares cobrem palavras do texto, marcadas com os algarismos romanos "I" e "II" — são as lacunas da Questão 9. O recorte termina logo após a lacuna II, sem o fecho da frase.]

Fonte: The Economist, 8/8/2009.

Considere as seguintes afirmações: I. O texto apresenta o caso ocorrido com um cidadão japonês acusado de atacar seu vizinho. II. De acordo com as regras vigentes, o corpo de jurados japonês é formado por profissionais da área jurídica e por cidadãos comuns. III. Mr. Maruta é o grande responsável pela reformulação do sistema penal no Japão e em outros países asiáticos. Está(ão) correta(s)

  1. A) apenas a I.
  2. B) apenas a II.
  3. C) apenas a III.
  4. D) apenas I e II.
  5. E) todas.
Ver gabarito comentado

Resposta correta: D

A afirmativa I sai do primeiro parágrafo: Fujii chega ao tribunal "having confessed to stabbing a neighbour", isto é, acusado de esfaquear o vizinho. A II está em "what they got was a fudge in which lay judges sit alongside the professionals": o modelo adotado não é o júri popular puro, mas uma composição mista de cidadãos comuns e juízes profissionais, reforçada por "citizens from outside the legal profession stood in judgment of Mr Fujii, alongside professional judges". A III é o distrator que derruba quem marca E: Maruta aparece como estudioso que critica o sistema e que sequer conseguiu o modelo que defendia — "Some legal scholars such as Mr Maruta wanted American-style juries" —, o que o afasta do papel de responsável pela reforma. O texto ainda diz que outros países asiáticos vão apenas estudar a experiência japonesa, sem atribuir a ninguém a reformulação de seus sistemas.

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